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domingo, 22 de novembro de 2009

Dinâmicas estimulantes para o desenvolvimento da imaginação

Técnicas de dinâmicas estimulantes para o desenvolvimento da imaginação, da memorização, da interação com o grupo, da expressão corporal etc.

• A dinâmica do Passa e Repassa: consiste em formar uma roda em torno do professor que, no centro, segura uma bolinha na mão. O aluno a quem ele entregar a bolinha deverá dizer uma frase para dar início a uma história. Esse aluno passa a bolinha para outro colega, que dá continuidade à frase, assim por diante, até que o final da história aconteça quando o último da roda receber a bolinha.
Nesse transcorrer da atividade, o professor pôde observar as dificuldades dos alunos com relação à oralidade, à capacidade imaginativa, ao tom de voz e à postura.
Os participantes gostaram bastante dessa atividade e quiseram repeti-la várias vezes.

• A dinâmica do Leque de Palavras: consiste em sanfonar um papel em forma de leque, colocando em cada dobra uma das seguintes perguntas:
Quem era? De onde veio? O que pretendia? Com quem se encontrou?
Em que se transformou? Por quem foi transformado? Por que foi transformado? Que rumo tomou? O leque será passado para que os participantes respondam às perguntas, sem ler a resposta anterior, que permanecerá dobrada. Ao final, desdobrar o leque e ler as respostas.
Criar uma história com o que foi formado.
Através dessa técnica, os alunos puderam demonstrar a capacidade de improvisação e seu potencial imaginativo.

• A dinâmica do Contando um Conto: consiste em formar um círculo com os alunos e propor que eles leiam um trecho do conto “O Compadre da Morte” de Câmara Cascudo. Em seguida, mostrar as partes essenciais do texto, aquelas que não podem ser retiradas para que o texto tenha seqüência lógica. Solicitar que um aluno fique no meio do círculo e, sem olhar o texto, conte-o de memória. Esse momento é importante para dar algumas sugestões de técnica de contação de histórias, tais como: comentar se o aprendiz está gesticulando demais, se está olhando para o chão, andando de um lado para o outro, ou se a sua mão está presa em alguma coisa. Chame a atenção para os vícios de linguagens e para a clareza da voz. Após todas essas observações e comentários, pede-se que o aluno reconte o trecho da história percebendo os seus avanços.
Essa atividade foi muito importante para poder observar a performance dos alunos e a capacidade de memorização.

• A dinâmica da Cartola Mágica: para tanto, utiliza-se a fantasia do objeto mágico, ou seja, a professora retira de dentro da cartola mágica um objeto e o aluno tem que iniciar uma história fornecida por esse objeto. À medida que os objetos são retirados, o fio da história continua e somente alcançará o seu final quando o último objeto for retirado da cartola.
Os alunos se divertiram bastante com essa atividade. Foi um momento bastante importante para que o professor pudesse observar os avanços dos participantes em relação à criatividade e à imaginação.

• A dinâmica da Criação de Personagens: o professor forma um círculo com os alunos e no centro coloca tule de diversas cores. Cada aluno deverá escolher duas cores de tule e imaginar uma personagem com as cores escolhidas. Por exemplo: a cor preta e roxa poderia ser representada pela personagem de uma viúva. A cor azul e amarela poderia ser sol no horizonte, etc.
Os alunos ficaram muito excitados com esta atividade, porém observou-se que alguns participantes da oficina tiveram dificuldades em criar um personagem.

• A dinâmica do Novelo de Lã: os participantes sentam-se em círculo, formando uma roda. A professora conta a história da “Moça Tecelã” de
Marina Colassanti. Logo após, ela comenta com os alunos que as cores podem lembrar sensações, emoções, fatos, cheiros... Então, os alunos são questionados sobre qual é o cheiro da chuva? Qual a cor do calor?
Qual da cor da alegria? Qual a cor do som de sinos bimbalhando? Qual a cor dos raios no céu de chuva?... Após esses questionamentos, a professora coloca no centro do círculo pedaços de fios de lã de várias cores e pede que eles peguem cores referentes a lembranças de coisas acontecidas em suas vidas, solicita que contem as histórias que lembram e, ao final de cada uma, amarre o fio à história que será contada na seqüência. Ao final, o novelo formado conterá todas as histórias contadas pelos alunos.
Alguns alunos quiseram contar mais de uma história. O tempo foi curto para tantas histórias...

• A dinâmica de Leitura expressiva: a técnica consiste em ler em voz alta uma frase dada pelo professor observando o ritmo das frases; as pausas
(breves); o silêncio (longo); e a melodia (modulação das frases). Ex: No morro chato, tem uma moça chata, com um tacho chato, no chato da cabeça. Moça chata, esse tacho chato é seu?
Os alunos gostaram muito desse exercício e quiseram repeti-lo várias vezes até falarem corretamente a frase.

• A dinâmica da Forma, Cores e Objetos: a técnica consiste em atribuir emoções e ações para as cores, formas e objetos. A professora leva para a oficina vários cartões coloridos e pede aos alunos que atribuam uma característica àquela cor. Ex: azul – tranqüilo; vermelho – violento; laranja- alegre. Depois lhes mostra vários cartões com formas geométricas - círculo, triângulo, quadrado - e pede que os alunos atribuam uma emoção àquelas figuras, como por exemplo: quadrado sério; círculo divertido; semicírculo esquisito. E, finalmente, a professora mostra-lhes um objeto e pede que eles atribuam uma função mágica ( ex: anel mágico; bastão transformador). Então, a professora monta uma história com o que foi criado. Após a explicação das regras, os alunos foram distribuídos em três grupos para dar vida à atividade.
Ao final da atividade, ficaram claros os avanços dos participantes quanto à oralidade, sua capacidade imaginativa e à memorização.
Outra técnica de memorização trabalhada com os alunos contadores na oficina foi:

• A dinâmica da Memorização: para tanto o professor apresenta uma história aos alunos e pede que eles a leiam silenciosamente. Depois, o professor pede que os alunos releiam a história em voz alta e grava a fala dos alunos em um gravador, a fim de eles ouvirem essa história várias vezes.
Os alunos ficaram muito empolgados com essa atividade. O fato de eles escutarem o som da própria voz tornou o exercício muito estimulante.

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Prometo valer-me do conhecimento que me foi dado como instrumento de mudança e construção de um mundo onde o homem possa realizar-se com liberdade. Prometo, no exercício de minha profissão, enfrentar os desafios que a educação me propõe, com criatividade, perseverança e competência, buscando novos caminhos para o processo educacional. Prometo envolver-me com meus alunos no espaço que existe entre teorizar e viver a prática, porque acredito ser nesse espaço que educadores e educandos se encontram e se transformam mutuamente. Prometo não isolar no gabinete da Administração Escolar, mas dele partir para uma realidade mais abrangente, em que eu possa enxergar o homem no seu contexto social e político e que o meu trabalho na educação tenha um sentido justo, observando sempre os dispositivos legais e éticos da profissão.

 

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